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A acessibilidade em construções residenciais

Apesar de regulamentados por lei, os padrões de portabilidade e livre acesso para portadores de necessidades especiais ou mobilidade reduzida ainda não são contemplados por boa parte das construções recém-lançadas no País, o que dificulta o acesso de idosos, cadeirantes e obesos, por exemplo, a imóveis residenciais.

De acordo com os números do Censo 2010, divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), a deficiência no Brasil atinge 14,5% da população brasileira, o que equivale a 24,5 milhões de pessoas com algum tipo de limitação. Poucos projetos, no entanto, contemplam a acessibilidade como uma de suas principais premissas.

“Todos nós em algum momento de nossas vidas passamos ou podemos passar por um período em que nossa mobilidade é comprometida. Isso sem falar nos nossos parentes com idade mais avançada. É exatamente nesta situação que percebemos como a arquitetura pode influir diretamente no bem-estar e qualidade de vida”, diz a arquiteta Renata Marques. Segundo ela, “o grande desafio para arquitetos e urbanistas é não só conscientizar os construtores da importância de seguir os princípios da acessibilidade, mas também encontrar soluções viáveis para adaptar imóveis já concluídos fora dos padrões”, diz a arquiteta Renata Marques.

A profissional explica que reformas aparentemente simples revelam-se um grande problema se não previstas no projeto inicial da obra. “Vãos e folhas de porta mais largos, essenciais para passagem de cadeira de rodas ou para circulação de obesos, assim como corredores mais amplos, que possibilitam uma melhor circulação, facilitam muito a vida dos moradores se já incorporados às plantas”.

Renata explica que um espaço crucial para determinarmos o nível de acessibilidade de um imóvel são os banheiros. “Boxes amplos e a instalação de barras de apoio permitem livre acesso e segurança. Enquanto torneiras com acionamento por sensor também facilitam a vida de quem já não tem a mesma firmeza para executar movimentos. As bacias precisam ser instaladas mais altas para facilitar a transição para as cadeiras de apoio e a posição também precisa ser estrategicamente pensada para permitir o livre giro da cadeira de rodas”, explica ela.

Nos quartos, o desafio já começa com um hábito muito comum dos brasileiros de, geralmente, construí-los no andar superior das residências. “Poucas casas preveem a possibilidade de um quarto no andar térreo, enquanto o ideal seria ter pelo menos um espaço que pudesse ser transformado, para o caso de uma pessoa adoentada ou impossibilitada de subir escadas”, destaca. A arquiteta explica que para os cadeirantes já existe uma solução que substitui a necessidade da instalação de elevadores – um sistema que acoplado à cadeira de rodas a transporta até o andar superior.

As cozinhas são um capítulo à parte, na maioria das vezes é necessária uma reforma total para conseguir adaptar o ambiente. As pias, bancadas e pontos de torneira precisam ser mais baixos com vãos livres na parte inferior para a aproximação dos cadeirantes. Já a disposição dos móveis e outros componentes do ambiente precisam levar em consideração, não somente o trânsito, mas também o giro da cadeira de rodas.

Fonte :r7.com

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