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A IMPORTÂNCIA DA ESTÉTICA

Muitas vezes, de forma automática, tendemos a considerar como verdadeiro o que é esteticamente atraente. Nosso cérebro trabalha com construções em cadeia: podemos concordar um pouco mais rápido com a frase “um sabiá é um pássaro” que com a frase “um sabiá é um animal”. O conceito “sabiá” está armazenado em nossa memória de forma vinculada ao conceito “pássaro” – para constatar que as aves são animais, a memória precisa de um passo a mais em seu trabalho mental.

A idéia de que a beleza não é apenas aparência ilusória, mas deve servir aos bons propósitos, já era defendida pelo filósofo Platão, na Grécia antiga. Na Idade Média, artistas e eruditos também estavam convenci¬dos de que o que era verdadeiro não poderia ser feio. Na língua portuguesa a proximidade (e a confusão) entre atributos como beleza, correção e bondade já se tornou corriqueira – afinal, quem nunca ouviu um adulto dizer a uma criança algo do tipo: “Que menino bonito, fez tudo certinho !”? Entre cientistas são comuns os relatos de que a “elegância” de uma teoria lhes fornece um primeiro indício sobre sua correção. Certa vez, o matemático alemão Hermann Weyl chegou ao ponto de sustentar uma hipótese refutada sobre a gravidade apenas porque sua fórmula lhe pare¬cia muito bela. A intuição de Weyl provou-se correta – e seu conceito matemático fundamental teve seu valor reconhecido mais tarde por estudiosos da eletrodinâmica quântica.

Naturalmente, mesmo a mais elegante teoria pode se revelar falsa. A associação entre “belo” e “correto”, portanto, não pode ser tomada como óbvia. Na verdade, ela é uma criação da mente humana. Em 2004, um de nós (Rolf Reber) publicou, junto com o pesquisador Norbert Schwarz, da Universidade de Michigan, em Ann Arbor, e Piotr Winkielman, da Uni¬versidade da Califómia em San Diego, uma teoria da percepção estética. Segundo ela, considera-se uma obra de arte ou uma peça musical especial¬mente bela quando é fácil apreciá-Ia. Psicólogos denominam essa facilidade processíng fluency (em português, fluên¬cia do processamento). Aparentemente, crianças pequenas conseguem perceber mais facilmente seqüências harmônicas de sons do que melodias dissonantes. À medida que crescem começam a conhecer diferentes tipos de música, de acordo com sua cultura e ambiente. E passam a preferir sons costumeiros a harmonias com as quais não tem nenhuma experiência. O gosto musical individual surge, assim que as diferenças individuais são estabelecidas e treinadas com base na fluência do processamento.

Fonte: Excertos de matéria publicada na revista “Mente e Cérebro”.

NOTA DO BLOG: Esta matéria aplica-se com perfeição ao mercado imobiliário: na construção civil, nas incorporações, na elaboração de sites, na montagem de prospectos e apresentações etc., envolvendo até mesmo a apresentação pessoal dos operadores desse mercado.

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