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Certificação AQUA para construções residenciais no Brasil

Certificação AquaA Fundação Vanzolini, entidade de referência em certificação de sistemas de gestão e produtos da construção civil há mais de 15 anos, lança no Brasil o primeiro Referencial Técnico de Certificação da Construção Sustentável – Processo AQUA (Alta Qualidade Ambiental) Habitacional.

Desde 2007, a Fundação Vanzolini é detentora exclusiva do Processo AQUA para edifícios comerciais e de serviços, ocasião em que firmou acordo com o CSTB (Centre Scientifique et Technique du Bâtiment) instituto francês, referência mundial em pesquisas na construção civil, e sua subsidiária Certivéa, para adaptação dos referenciais técnicos da certificação francesa HQE (Haute Qualité Environnementale) ao Processo AQUA no Brasil. Sendo que hoje já conta no país com a adesão de 14 empreendimentos, sete dos quais já certificados.

Mas foi por meio de convênio, firmado em 2008, com a Cerqual, integrante do Grupo Qualitel (organismo francês de certificação de empreendimentos habitacionais sustentáveis na França), que a Fundação desenvolveu o Referencial Técnico de Certificação (conjunto de normas) do Processo AQUA para Edifícios Habitacionais no Brasil, disponibilizando-o agora ao mercado.

O Processo AQUA requer o atendimento a 14 categorias da Qualidade Ambiental do Edifício (QAE), baseadas em critérios de desempenho, e exige também um Sistema de Gestão do Empreendimento (SGE) – que controla o projeto em todas as fases, incluindo avaliação por auditoria presencial independente. O certificado, de nível internacional, é emitido pela entidade em cada uma das três fases do empreendimento (programa, concepção e realização) e visa demonstrar a qualidade ambiental das edificações. Na França, desde 1990, já foram certificados 50 milhões de m2, o que significa que 800 mil unidades habitacionais têm alta qualidade ambiental.

O coordenador executivo do Processo AQUA na Fundação Vanzolini, Prof. Manuel Carlos Reis Martins, explica que a Certificação AQUA para os empreendedores imobiliários significa que todos os cuidados com a gestão do projeto e com o processo de construção ficam documentados e podem ser verificados. Isso inclui a eco-construção e a eco-gestão com o gerenciamento dos impactos ambientais decorrentes da relação do edifício com seu entorno, a escolha integrada de produtos, sistemas e processos construtivos, canteiro de obras de baixo impacto, além da gestão da energia, da água, dos resíduos e da manutenção (permanência do desempenho ambiental) do edifício em uso. O Processo AQUA avalia ainda o conforto acústico, higrotérmico, visual e olfativo da habitação e promove a qualidade do ar, da água e dos ambientes do empreendimento habitacional.

“Os empreendimentos AQUA são diferenciados, já que hoje a preocupação do público com os aspectos sustentáveis é grande. O comprador sabe que terá uma habitação mais saudável e confortável, com valorização patrimonial, além de menores custos no consumo de água, energia e conservação. Hoje existem muitos empreendimentos que se dizem sustentáveis, mas não têm como demonstrar. A certificação AQUA traz um diferencial: o empresário consegue ‘provar’, através da certificação, que construiu um edifício ambientalmente correto, o que contribui para gerar maior velocidade de vendas,” define Martins.

A diferença entre a certificação pelo Processo AQUA e outras existentes no mercado é que ela prioriza a concepção do empreendimento. Assim, o processo é flexível, pois permite ao empreendedor traçar o perfil ambiental pretendido e definir as soluções de projeto para chegar aos objetivos traçados, estabelecendo a organização, os métodos, os meios e a documentação necessária para atender ao proposto. “O AQUA, no entanto, é rigoroso e exige o atendimento a todos os critérios da Qualidade Ambiental do Edifício, além de um sistema de gestão, o que não acontece com outras certificações ambientais. Além disso, no AQUA a avaliação e auditoria são presenciais, enquanto que em outros sistemas o empreendedor apenas envia um relatório do que fez à instituição competente.

Outra grande vantagem é que se trata de uma certificação brasileira de nível internacional, com certificado emitido em 30 dias”, completa Martins. Entre os materiais e sistemas que podem ser adotados em uma edificação residencial sustentável estão o reaproveitamento de água; a automação com vistas à redução de consumo de energia e ao conforto ambiental; a utilização de energia solar; a adoção de produtos e materiais recicláveis, entre eles, a madeira certificada, pisos sustentáveis, telhas de material reciclado, entre outros.

Normas do Processo AQUA para Edifícios Habitacionais

Adaptadas aos empreendimentos habitacionais, as normas do Processo AQUA Habitacional são semelhantes às dos edifícios comerciais e de serviços. Porém, guardam especificidades e alguns detalhamentos que são compatíveis com o uso residencial. A adoção destes critérios garante notas (excelente, superior e bom) necessárias para alcançar os níveis que irão garantir a certificação em cada uma das 14 categorias do processo. Veja abaixo alguns exemplos:
– Nas cozinhas, deve haver a previsão das dimensões mínimas para pia, fogão, geladeira e altura da bancada.
– Dentro do item gestão de energia, a norma prevê o uso de equipamentos com o Selo Procel (Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica), além de lâmpadas economizadoras e iluminação das áreas comuns com sensores de presença (a lâmpada só acende se alguém está no ambiente).
– Nas áreas externas dos empreendimentos devem estar previstos locais para coleta de resíduos.
– A produção de água quente precisa obedecer aos requisitos de distância (10 m) entre a fonte de calor e pontos de alimentação, para que haja eficiência e economia.
– As caixas de descarga têm de ter capacidade de seis litros ou menos, além de dispor de mecanismos de duplo acionamento e de interrupção.
– Os metais sanitários necessitam contar com componentes economizadores de água.
– Os medidores de consumo de água devem ser individualizados e com determinadas características presentes na norma.
– A instalação de produção coletiva de água por aquecimento solar deve ser precedida de estudo técnico detalhado, inclusive, com garantia de resultados.

Fundação Vanzolini

A Fundação Vanzolini é membro pleno brasileiro da IQNet (The International Certification Network). A IQNet, responde por mais de 30% das certificações de sistemas de gestão no mundo. Além disso, é membro fundador e tem assento no Board da SBAlliance (Sustainable Building Alliance – www.sballiance.org), aliança mundial de empresas com preocupações ambientais e interessadas em certificados em construções sustentáveis, fundada em Paris, em abril de 2008. Mais detalhes no site: www.vanzolini.org.br

Fundação Vanzolini lança Processo AQUA (Alta Qualidade Ambiental), a primeira certificação brasileira para construção de empreendimentos residenciais sustentáveis

A Fundação Vanzolini, entidade de referência em certificação de sistemas de gestão e produtos da construção civil há mais de 15 anos, lança no Brasil o primeiro Referencial Técnico de Certificação da Construção Sustentável – Processo AQUA (Alta Qualidade Ambiental) Habitacional.

Desde 2007, a Fundação Vanzolini é detentora exclusiva do Processo AQUA para edifícios comerciais e de serviços, ocasião em que firmou acordo com o CSTB (Centre Scientifique et Technique du Bâtiment) instituto francês, referência mundial em pesquisas na construção civil, e sua subsidiária Certivéa, para adaptação dos referenciais técnicos da certificação francesa HQE (Haute Qualité Environnementale) ao Processo AQUA no Brasil. Sendo que hoje já conta no país com a adesão de 14 empreendimentos, sete dos quais já certificados.

Mas foi por meio de convênio, firmado em 2008, com a Cerqual, integrante do Grupo Qualitel (organismo francês de certificação de empreendimentos habitacionais sustentáveis na França), que a Fundação desenvolveu o Referencial Técnico de Certificação (conjunto de normas) do Processo AQUA para Edifícios Habitacionais no Brasil, disponibilizando-o agora ao mercado.

O Processo AQUA requer o atendimento a 14 categorias da Qualidade Ambiental do Edifício (QAE), baseadas em critérios de desempenho, e exige também um Sistema de Gestão do Empreendimento (SGE) – que controla o projeto em todas as fases, incluindo avaliação por auditoria presencial independente. O certificado, de nível internacional, é emitido pela entidade em cada uma das três fases do empreendimento (programa, concepção e realização) e visa demonstrar a qualidade ambiental das edificações. Na França, desde 1990, já foram certificados 50 milhões de m2, o que significa que 800 mil unidades habitacionais têm alta qualidade ambiental.

O coordenador executivo do Processo AQUA na Fundação Vanzolini, Prof. Manuel Carlos Reis Martins, explica que a Certificação AQUA para os empreendedores imobiliários significa que todos os cuidados com a gestão do projeto e com o processo de construção ficam documentados e podem ser verificados. Isso inclui a eco-construção e a eco-gestão com o gerenciamento dos impactos ambientais decorrentes da relação do edifício com seu entorno, a escolha integrada de produtos, sistemas e processos construtivos, canteiro de obras de baixo impacto, além da gestão da energia, da água, dos resíduos e da manutenção (permanência do desempenho ambiental) do edifício em uso. O Processo AQUA avalia ainda o conforto acústico, higrotérmico, visual e olfativo da habitação e promove a qualidade do ar, da água e dos ambientes do empreendimento habitacional.

“Os empreendimentos AQUA são diferenciados, já que hoje a preocupação do público com os aspectos sustentáveis é grande. O comprador sabe que terá uma habitação mais saudável e confortável, com valorização patrimonial, além de menores custos no consumo de água, energia e conservação. Hoje existem muitos empreendimentos que se dizem sustentáveis, mas não têm como demonstrar. A certificação AQUA traz um diferencial: o empresário consegue ‘provar’, através da certificação, que construiu um edifício ambientalmente correto, o que contribui para gerar maior velocidade de vendas,” define Martins.

A diferença entre a certificação pelo Processo AQUA e outras existentes no mercado é que ela prioriza a concepção do empreendimento. Assim, o processo é flexível, pois permite ao empreendedor traçar o perfil ambiental pretendido e definir as soluções de projeto para chegar aos objetivos traçados, estabelecendo a organização, os métodos, os meios e a documentação necessária para atender ao proposto. “O AQUA, no entanto, é rigoroso e exige o atendimento a todos os critérios da Qualidade Ambiental do Edifício, além de um sistema de gestão, o que não acontece com outras certificações ambientais. Além disso, no AQUA a avaliação e auditoria são presenciais, enquanto que em outros sistemas o empreendedor apenas envia um relatório do que fez à instituição competente.

Outra grande vantagem é que se trata de uma certificação brasileira de nível internacional, com certificado emitido em 30 dias”, completa Martins.
Entre os materiais e sistemas que podem ser adotados em uma edificação residencial sustentável estão o reaproveitamento de água; a automação com vistas à redução de consumo de energia e ao conforto ambiental; a utilização de energia solar; a adoção de produtos e materiais recicláveis, entre eles, a madeira certificada, pisos sustentáveis, telhas de material reciclado, entre outros.

Normas do Processo AQUA para Edifícios Habitacionais

Adaptadas aos empreendimentos habitacionais, as normas do Processo AQUA Habitacional são semelhantes às dos edifícios comerciais e de serviços. Porém, guardam especificidades e alguns detalhamentos que são compatíveis com o uso residencial. A adoção destes critérios garante notas (excelente, superior e bom) necessárias para alcançar os níveis que irão garantir a certificação em cada uma das 14 categorias do processo. Veja abaixo alguns exemplos:

  • Nas cozinhas, deve haver a previsão das dimensões mínimas para pia, fogão, geladeira e altura da bancada.
  • Dentro do item gestão de energia, a norma prevê o uso de equipamentos com o Selo Procel (Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica), além de lâmpadas economizadoras e iluminação das áreas comuns com sensores de presença (a lâmpada só acende se alguém está no ambiente).
  • Nas áreas externas dos empreendimentos devem estar previstos locais para coleta de resíduos.
  • A produção de água quente precisa obedecer aos requisitos de distância (10 m) entre a fonte de calor e pontos de alimentação, para que haja eficiência e economia.
  • As caixas de descarga têm de ter capacidade de seis litros ou menos, além de dispor de mecanismos de duplo acionamento e de interrupção.
  • Os metais sanitários necessitam contar com componentes economizadores de água.
  • Os medidores de consumo de água devem ser individualizados e com determinadas características presentes na norma.
  • A instalação de produção coletiva de água por aquecimento solar deve ser precedida de estudo técnico detalhado, inclusive, com garantia de resultados.

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