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Corretor de Imóveis – O futuro da profissão

Corretor de ImóveisCorretor de imóveis, um mediador da felicidade, o realizador de sonhos, a profissão progresso e que tantas outras definições pode ter, mas que pode não ter um bom futuro.

Esta afirmativa só pode partir daqueles que viveram os áureos tempos da corretagem, acumulando larga experiência.

É preciso que a categoria reflita e se movimente para mudar o curso das águas, sob pena de ver o naufrágio acontecer.

Vivemos tempos de larga competitividade e de luta pela riqueza (para não dizer sobrevivência), onde o ter se sobrepõe ao ser, a ponto de haver até mesmo que se questionar a possibilidade de sobrevivência em profissões escassas como a corretagem imobiliária, contrastando a um passado rico de opções e possibilidade de conquistas.

O fator mais acentuado que vemos é a completa desnecessidade da presença do corretor de imóveis nas transações imobiliárias, somado à imagem negativa deste profissional perante a sociedade e incentivando cada vez mais a sua ausência nas transações imobiliárias.

Associado a esse fator, temos o fenômeno de crescimento do Brasil que aos poucos vai abandonando a perspectiva de “país do futuro” para assumir sua realidade presente. A despeito da profunda crise econômica nos países do 1º mundo, o Brasil cresce e demanda mais mão de obra. Vivemos em 2013 a menor taxa de desemprego das últimas décadas, e um dos reflexos dessa realidade é que diminuiu muito o número de pessoas interessadas em se tornar corretores de imóveis. Porque arriscar em uma profissão supostamente instável, sem segurança, em um momento de vendas retraídas (a bolha que murcha) se existem vagas de emprego sobrando? (Nota do Administrador em 05/02/2013).

Nem mesmo a complexidade, cada vez maior dos negócios imobiliários, pode ser fator inibidor de se economizar os considerados “elevados” honorários do corretor de imóveis. Soma-se ainda ao fato de que o conhecimento técnico não é mais uma reserva da categoria, vez que a tecnologia proporciona ampla e rápida obtenção de informações a todas as pessoas, sendo, portanto, fácil de se saber o valor de mercado dos imóveis e o procedimento das transações.

Entretanto, o fator que mais nos chama a atenção é a força da concorrência existente na categoria, com a conseqüente desunião e desrespeito à ética profissional, causando o seu enfraquecimento e beneficiando diretamente aqueles que literalmente usam o trabalho do corretor de imóveis e a estrutura dos escritórios imobiliários para alcançar determinado resultado, sem a justa remuneração do profissional, como facilmente se verá em qualquer pesquisa que vise a apuração da incidência dos negócios concretizados diretamente entre comprador e vendedor, sabendo-se que em quase a plenitude dos negócios o corretor se faz presente no início e até quase o final do processo.

Com esta visão, sabemos que se a categoria não começar a refletir e agir, poucos resistirão, menos ainda com sucesso, num breve futuro.

Outrossim, a simples sobrevivência dos mais competentes, certamente levará a decidir pelo “fechamento de negócios” de forma indevida, ampliando as complicações da vida profissional.

Ante a realidade do momento e de olhos voltados para o futuro, o que vemos é a indispensável alteração comportamental do corretor de imóveis, voltado ao coletivo, ainda que em suas ações individuais, conscientes, acima de tudo, da necessidade da união para o bem comum. E nesse sentido vale a leitura desse artigo.

É necessário que cada um sinta-se responsável em derramar uma gota d’água, que irá se somar a tantas outras, fazendo preencher o balde, para poder apagar o fogo da desunião e do insucesso.

A ética profissional, a interatividade, a participação, os debates, as opiniões, as conclusões, as reivindicações, a luta consciente enfim, representarão a gota d’água.

Imprescindível neste processo as entidades representativas da classe, desprovidas porém de interesses individuais e políticos de pequenos grupos, os quais necessitam ser amplamente combatidos.

As transformações serão possíveis, se assim almejar a categoria, na consciência de que a força de sua união é imbatível, mas sem ela somos individualmente frágeis, por mais que pensamos sermos fortes.

Que …

… a união se concretize,

… a categoria progrida,

… o futuro seja melhor que o presente,

… os negócios se realizem e o corretor esteja presente.

Assim, não descartaremos a célebre frase que sempre nos acompanhou: “Orgulho de ser corretor de imóveis”
Autor: Jaime Alves Veloza – Creci 29857- SP
enviado por Arsanjo

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  • Adarli

    Amigo, seu texto não fala sobre o futuro da profissão, tampouco orienta ou motiva.

  • Dorival Santos

    "Se a intenção era a de motivar, digo que o amigo falhou!" Mobilizar pessoas para a união em prol de uma causa comum deve levar em consideração apenas os benefícios de tal realização, humildimente é o que acredito.

  • Fabio Costacurta

    Parece que o texto foi escrito por alguém desgostoso com a profissão. Desnecessidade ? eu sou corretor e vejo a necessidade de se fazer negócios via corretor, que em muitas vezes funciona como o para choques do negócio, de forma positiva.

    Com relação às afirmações:

    "O fator mais acentuado que vemos é a completa desnecessidade da presença do corretor de imóveis nas transações imobiliárias, somado à imagem negativa deste profissional perante a sociedade e incentivando cada vez mais a sua ausência nas transações imobiliárias."

    Quem "vemos" ? pelo que se vê, o ilustre escritor desconhece o conteúdo da própria atividade. Sabemos que as atividades do corretor vão desde a localização do imóvel até a entrega de chaves. Se alguém me disser que uma destas atividades é fácil…

    "Soma-se ainda ao fato de que o conhecimento técnico não é mais uma reserva da categoria, vez que a tecnologia proporciona ampla e rápida obtenção de informações a todas as pessoas, sendo, portanto, fácil de se saber o valor de mercado dos imóveis e o procedimento das transações."

    Mais uma vez notamos que nosso ilustre colega desconhece a arte da corretagem. O que seria a corretagem para o mesmo ? Se apresentar, fazer a proposta e ir ao cartório e ponto ? É uma atividade altamente técnica e complexa e já vi muitos casos em que a pessoa quis economizar e acabou se arrependendo.

    Para que se efetue uma venda a contento, esta deve ter acompanhamento de um profissional conhecedor do ofício. Questão que poderia ser levantada, em detrimento da pobreza do texto, é com relação da participação do advogado, mas este é outro debate.

    De resto, é pura divagação literária inútil. Nossa profissão é ímpar e depende apenas de nosso esforço pessoal. Não há como haver união em uma profissão tão personalíssima, exceto em cooperativas, cuja formação, em meu entendimento, pode gerar conflitos.

  • RodrigoDiass

    Desculpe mas tenho que discordar do que diz o seu texto. Na minha opinião o caminho é totalmente inverso,independente da facilidade de hoje em dia se obter informações sobre o que antigamente eram assuntos complexos, eu acho que a presença do corretor de imóveis se torna cada vez mais imprescindível, e "conforme anda a carruagem", daqui a alguns anos com a crescente exigência tanto do consumidor, quanto do legislativo/judiciário, a presença do mesmo será obrigatória em toda e qualquer transação imobiliária, o que seria mais do que justo , visto que a cada dia aumenta a lista de exigências e formações para ser tornar corretor.
    E no meu entendimento, com os constantes investimentos em construção civil, nossa profissão está caminhando para dias cada vez melhores.

    Concordo com o colega acima, a arte da corretagem não se restringe a "se apresentar, fazer a proposta e ir ao cartório". Existem vertentes e nuances que somente o corretor conhece e domina, e quando as pessoas acham que a presença do mesmo é dispensável, com o intuito de economizar, sempre acabam trocando os pés pelas mãos.

    Em tempo reforço a idéia de que apesar de ser uma das profissões mais ingratas, pela falta de planejamento de alguns profissionais, também é uma das profissões mais apaixonantes. Não somente pelas possibilidades de ganhos, e sim pelo fato de se fazer parte da vida de outra pessoa, de se trabalhar com sonhos, sem pensar em cifras, pois isso é consequência. Porque quando se é Corretor Imobiliário (Sim, com as iniciais maiúsculas), trabalha-se com esforços de pessoas que lutaram muito para conseguir um bem, mesmo que seja para investir.

    Por isso digo que amo o que eu faço, e é isso que me motiva!

  • após muitos anos de profissão aprendi que pessoas compram imóveis de pessoas e não de nomes de empresa, o futuro da profissão estará ligado ao lado humano da transação imobiliária, todas as profissões possuem seus dissabores, cabe a nós como profissionais a separar o joio do trigo…

  • João Ferrer de Figueiredo

    Toda e qualquer profissão requer um apredizado constante. Quando atualizamos, tamos dizendo a nós mesmos que pode o vir o que vier que estamos prontos para devorar, deglutir, enfim, preparados. E olha que ainda não sou Corretor Imobiliáio, sou apenas um acadêmico de Gestão em Negócios Imobiliários. A essa profissão antiga, atual, e futura, as nossas congratulações e sucesso. DEIXA VIR, ESTAREMOS PRONTOS!