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Diversidade brasileira

O Brasil tem 5.564 municípios.

Alguns possuem indicadores sociais de países ricos. Outros adotaram experiências dignas de ser reproduzidas. Muitos batem recordes mundiais e nacionais na agricultura e na indústria. Alguns são famosos por suas peculiaridades.

Veja a seguir:

Qualidade de vida:

O maior índice de área verde:

Com 0,8 árvore e 94 metros quadrados de matas por habitante, Goiânia é a cidade com a área urbana mais verde do país. A campeã mundial, Edmonton, no Canadá, tem só um pouco mais: 100 metros quadrados por habitante.

O maior IDH

Há dez anos São Caetano do Sul, no ABC paulista, ostenta a maior nota nacional no Índice de Desenvolvimento Humano, que mede a qualidade de vida com base em três indicadores (renda per capita, alfabetização e expectativa de vida). Se fosse um país, a cidade estaria mais bem posicionada no ranking mundial que Portugal.

A mais segura

Os índices de criminalidade de Maringá, no noroeste paranaense, são comparáveis aos de Amsterdã, a capital da Holanda. Sua taxa de homicídios é de 7,9 para cada 100 000 pessoas. No resto do país, alcança 35,5. A cidade venceu o crime ao criar um canal permanente de comunicação entre a polícia e a sociedade, que, hoje, paga diretamente algumas das despesas da corporação.

Tecnologia:

A maior cobertura wireless:

Três cidades brasileiras têm cobertura 100% wireless: a amazonense Parintins, a fluminense Piraí e a paulista Sud Mennucci. Embora esteja no meio da floresta, Parintins oferece o benefício a mais de 100 000 pessoas. Piraí tem apenas 24 000 moradores. Sud Mennucci não alcança sequer 8 000 habitantes.

A cidade mais informatizada

Fica na capital federal o maior porcentual de domicílios com acesso a aparelhos de tecnologia de informação e comunicação. Em Brasília, as proporções de lares com desktops, de pessoas com notebooks e de donos de celulares são superiores às de São Paulo.

Sustentabilidade:

A maior produtora de energia eólica:

A cidade gaúcha de Osório é assolada por ventos abundantes. Transformou o que seria um problema em solução. Seus 75 cata-ventos formam o maior parque eólico da América Latina, fornecem energia a seus 40 000 habitantes e a mais 650 000 em Porto Alegre.

A que mais recicla:

O Brasil é o país que mais recicla alumínio no mundo: mais de 1 milhão de latinhas por hora. Destas, 70% são recicladas em Pindamonhangaba, no leste paulista, que sedia a maior empresa de reciclagem do planeta, a Novelis.

Economia:

A maior fabricante de lingerie:

Nova Friburgo, no estado do Rio, é a sede de 900 confecções de roupa íntima. Juntas, elas colocam por ano no mercado 125 milhões de peças de lingerie, um quarto do total nacional.

O maior exportador de peixes:

Nos rios da Floresta Amazônica, vivem 2 000 espécies de peixes ornamentais. O município amazonense de Barcelos é o que mais explora esse patrimônio. Dez por cento da população local está envolvida na captura e exportação anual de 20 milhões de peixes. A atividade é responsável por mais da metade da renda da cidade.

A maior produtora de café:

Há trinta anos, plantou-se o primeiro pé de café em Patrocínio, no Triângulo Mineiro. Hoje, a cidade colhe 42 000 toneladas do grão, o suficiente para servir 34 xícaras da bebida para cada brasileiro. Um detalhe: são plantados lá alguns dos melhores cafés do país.

A maior exportadora de sapatos:

Nos anos 90, as indústrias de sapato gaúchas migraram para o Ceará, que passou a fabricar 37% dos sapatos exportados pelo país. Sobral responde por 45% da produção cearense.

A maior produtora mundial de suco de laranja:

Itápolis, na região central do estado de São Paulo, produz 710 000 toneladas de laranja por ano. A fruta é espremida, transformada em suco e exportada pela empresa Cutrale, que domina o mercado mundial do produto.

A maior fabricante mundial de etiquetas:

Com uma produção local de 200 toneladas mensais, Blumenau, em Santa Catarina, é a líder mundial na produção de etiquetas. O volume produzido no município é suficiente para “etiquetar” meio bilhão de peças por mês. O segmento fatura cerca de 500 milhões de reais por ano.

A maior fabricante mundial de lápis:

No país que mais fabrica lápis, São Carlos, na região central do estado de São Paulo, se destaca: a cidade é responsável por 40% da produção nacional, com 1,8 bilhão de unidades por ano. Desse total, 50% são exportados para mais de setenta países e o restante abastece o mercado local.

Educação e cultura:

A mais alfabetizada:

Menos de 1% da população com mais de 15 anos de São João do Oeste, no oeste catarinense, é analfabeta. A taxa é semelhante à do Japão. A erradicação do analfabetismo se deve ao empenho de padres de origem alemã, que construíram uma igreja e uma escola na cidade logo que a região foi povoada, nos anos 30.

A maior freqüência escolar:

Desde 2006 não há evasão escolar em Orindiúva, no noroeste paulista. A conquista, semelhante à da Finlândia, garantiu ao município o primeiro lugar no ranking de responsabilidade fiscal e social elaborado pela Confederação Nacional dos Municípios.

A cidade das artes plásticas:

Olinda, na região metropolitana do Recife, tem a maior proporção de artistas por metro quadrado do Brasil. Lá, moram mais artistas do que médicos, por exemplo. Somente o sítio histórico concentra 203 artistas e 120 ateliês em 1 200 metros quadrados.

Onde mais se lê:

Os habitantes da gaúcha Passo Fundo lêem, em média, 6,5 livros por ano – um índice próximo ao francês e mais de três vezes superior ao brasileiro. Para alardear o feito, a prefeitura inaugurou em março um monumento de metal de 13 metros de altura chamado Árvore das Letras.

Demografia:

A única totalmente branca:

Todos os 1 583 habitantes de Montauri, contados em 2007 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, são caucasianos. Situada no norte do Rio Grande do Sul, a cidade foi fundada em 1904 por italianos. Seus descendentes vivem da criação de porcos e frangos.

A maior proporção de negros:

Riacho Frio, no sul do Piauí, é o município brasileiro com o maior porcentual de negros do Brasil: 62% da população. Outros 18% são pardos. Em sua maioria, são descendentes de angolanos e congoleses. Presume-se que a concentração se deve à sua proximidade com antigos quilombos.

O maior número de índios urbanos:

A população que se declara indígena em Manaus já seria suficiente para converter a cidade na quinta maior reserva do país. Se os que não se declaram assim também fossem contados, é possível que a cidade assumisse o primeiro lugar.

Religião:

A mais evangélica:

Oitenta por cento dos 3 600 habitantes de Quinze de Novembro, no centro do Rio Grande do Sul, se denominam protestantes. Eles mantiveram a religião de seus antepassados, luteranos alemães que fundaram a cidade no início do século XX.

A mais incrédula:

Sessenta por cento dos habitantes de Nova Ibiá, na zona cacaueira da Bahia, declaram não ter religião. Ganha de longe da segunda colocada, a paraibana Pitimbu, onde 42% dos moradores não seguem nenhum credo.

A mais muçulmana:

Apenas 3% dos 5 200 habitantes de Chuí, na fronteira com o Uruguai, se declaram mulçumanos. É o suficiente para que ela seja considerada a cidade com a maior proporção de seguidores dessa religião no país. Em sua maioria, são palestinos que imigraram nos anos 60, se aculturaram e flexibilizaram seus costumes.

Saúde:

A maior proporção de idosos:

Nada menos que 9% da população de São Paulo é constituída por pessoas com mais de 60 anos. Ao todo, são 970 000 cidadãos. A maioria deles mora em bairros de alta renda, como Higienópolis e Jardim Paulista.

A maior proporção de médicos:

O Brasil precisaria ter um médico para cada 1 000 habitantes. Tem um para cada 600 – ou seja, está acima do recomendado pela ONU. Em Niterói, no Grande Rio, essa relação chega a ser de um médico para cada 94 pessoas.

A menor mortalidade infantil:

Janaúba está situada em uma das regiões mais pobres de Minas Gerais, mas registra apenas 4,1 óbitos por cada 1 000 nascidos. A média nacional é de 25 óbitos por 1 000 nascidos. Janaúba alcançou o índice, melhor que o americano e equivalente ao suíço, nesta década, graças a um programa que deu atenção especial às gestantes e às crianças em situação de risco. Há apenas oito anos, a mortalidade infantil atingia 31 em cada 1 000 nascidos no município.

O melhor sistema de saúde:

Santa Cruz do Sul é mais conhecida como a capital do fumo. No nordeste gaúcho, a cidade abriga o maior complexo beneficiador de fumo da América Latina. Mas gasta 30% do seu orçamento com saúde. A cobertura do sistema público alcança 90% da população, muito acima do padrão de 25% recomendado pela Organização Mundial de Saúde.

A maior concentração de psicólogos:

Assis, no sudoeste paulista, tem um psicólogo para cada 48 habitantes, segundo o Conselho Federal de Psicologia. É três vezes mais que Buenos Aires. E isso já diz tudo.

Estilo de vida:

A maior proporção de vegetarianos:

Um em cada 7 000 habitantes de Florianópolis é vegetariano. A cidade também é, proporcionalmente, a mais amistosa para os adeptos dessa dieta. Uma associação vegetariana recomenda nada menos que 43 restaurantes para a turma que evita carne.

A maior população de bichos-grilos:

A aldeia de Arembepe, em Camaçari, litoral da Bahia, tem a maior concentração de hippies do país: setenta adultos e crianças, que sobrevivem da venda de artesanato.

A capital do divórcio:

A cidade que registra a maior proporção de divórcios no país é Campo Grande, capital de Mato Grosso do Sul. Essa constatação corrobora uma tendência estranha: os brasileiros que moram nos estados do litoral se separam menos do que os que vivem no interior. Ninguém sabe por quê.

A maior proporção de bares:

Belo Horizonte reivindica há anos o título de capital nacional dos barzinhos. Com 10. 000 estabelecimentos desse tipo (um para cada 240 habitantes), diz ser a cidade com o maior número de botecos per capita.

A maior proporção de bicicletas:

Só há duas maneiras de se locomover em Afuá, no Pará: a pé ou de bicicleta. A cidade, que se intitula a Veneza marajoara, foi construída sobre palafitas e seus habitantes usam pontes de madeira, que suportam pouco peso para se deslocar. Por causa dessas características, Afuá criou o bicitáxi, um riquixá movido a pedaladas.

A capital das piscinas:

São José do Rio Preto bate de longe Brasília na proporção de piscinas por habitantes. A cidade paulista tem uma para cada 565 cidadãos. A capital federal, que alardeava injustamente ser a recordista em piscinas, vem muito atrás: uma para cada 2 790 habitantes.

O maior número de motos:

Até 2007, a amazonense Tabatinga não tinha postos de gasolina. Ainda assim, a cidade de 45 000 habitantes matinha uma frota de 25 000 motos. Os veículos eram abastecidos com gasolina vendida dentro de garrafas plásticas de refrigerante.

Turismo e afins:

O centro da culinária caprina:

Desde os anos 80 a pernambucana Petrolina, no Vale do São Francisco, alardeia ter o maior complexo gastronômico de carne de bode do mundo, o Bodódromo. Em seus dez restaurantes e 22 quiosques, pode-se degustar iguarias como a pizza e o sushi de bode, além, é claro, da clássica buchada.

O principal destino do turismo de lazer:

São Paulo é a cidade que mais recebe estrangeiros, mas quem passa por lá só quer saber de trabalho. O Rio de Janeiro é o destino de 30% dos estrangeiros que buscam diversão no Brasil.

A maior corrida de jegues:

Em Panelas, no agreste pernambucano, disputa-se a maior corrida de jumentos do mundo. A competição encerra o Festival Nacional de Jericos, realizado em maio há 36 anos. A já lendária jumenta Motoquinha se sagrou tetracampeã. A última edição foi disputada por noventa animais.

A maior receptora de cruzeiros marítimos:

Em 1995, Búzios, no Rio, recebeu o primeiro transatlântico de turismo que aportou no país. Desde então, já acolheu 104 escalas. Os 200 000 turistas de cruzeiros que o município recebe injetam 50 milhões de dólares na economia local em uma única temporada.

Fonte: revista VEJA, edição n.º 2.070

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