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ENTENDA O VALOR DO SEU CONDOMÍNIO

Há cinco anos a funcionária pública Eveline Brandão desistiu de vender o imóvel onde morava porque o apartamento, cujo valor venal sofreu redução de 25% na hora da venda, continuou com o valor do condomínio alto.

Hoje, síndica, ela paga R$ 600 de condomínio em um prédio com 14 apartamentos na rua Osvaldo Cruz, na Aldeota., Com apenas um elevador e sem equipamentos de lazer, o que sobra são despesas e trabalho para gerir o condomínio.

“O custo de funcionários é muito alto e não dá para contratar empresa porque os funcionários estão aqui há muito tempo e não temos como pagar os encargos se for para demiti-los. É muito imposto, você paga quase o dobro pelo funcionário, são R$ 5,5 mil por mês”, reclama.

Para o presidente do Sindicato das Empresas de Compra, Venda e Locação de Imóveis (Secovi), Sérgio Porto, o tempo dos condomínios caros, preponderantes na avaliação para aluguel e compra “já foi superado”.

Para ele, a evolução do valor dos imóveis é bem superior ao preço do condomínio. Ele destaca ainda que alguns fatores provocaram a escalada de preços dos condomínios. “O problema é que a mão de obra subiu muito. Outros itens encareceram, como energia elétrica e segurança. Tudo isso onerou, são coisas que não se tinha antes”.

Já o diretor de imobiliária Germano Belchior, é mais reticente: “o parâmetro para o valor do imóvel depende do condomínio”. Belchior avalia que o bom momento do mercado, “com procura pra aluguel e venda em todas as regiões”, não interfere na rejeição de imóveis com condomínios mal geridos. “Tanto faz a situação da economia, o que importa é a gestão diretamente ligada à valorização do patrimônio imobiliário”, afirma.

DE OLHO NAS DESPESAS

Para amenizar a desvalorização, Belchior aconselha principalmente focar na gestão financeira do condomínio. Para ele, a fórmula é evitar desperdícios e ter receitas e despesas acompanhadas por todos os moradores.

Este é o caminho seguido pela bancária Maria do Céu Almeida. Síndica de um prédio sem elevador e com oito apartamentos na rua Silva Jatahy, no Meireles, paga R$ 440 de condomínio. São apenas dois funcionários, cujos salários e encargos ultrapassam R$ 2,2 mil.

“Por ser um prédio pequeno, podemos apelar pra consciência dos moradores. É uma gestão comunitária, todos participam das compras, decisões e arrecadação”, diz.

Quanto maior o número de unidades e os equipamentos do condomínio, maior a necessidade de contratação de especialistas, segundo o administrador Alexandre Guilhon, da Viper Administração de Condomínios. “Existe uma série de serviços como administração contábil e financeira, balancetes mensais e compras em quantidade que as empresas especializadas proporcionam”, garante.

Outras dicas de Guilhon é conciliar a prestação de contas em conta corrente do condomínio e cobrar a taxa com boleto bancário. “A conta corrente tem que ter saldo igual ao saldo do condomínio: arrecadação menos despesas. Se não, existe grande possibilidade de estar com furo contábil”, explica.

O administrador defende que a cobrança de taxas tem que ser feita por boleto bancário, tanto para resguardar o condomínio, dando um instrumento de cobrança mais preciso, quanto para os moradores.

Fonte: O POVO online

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