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Expansão da construção civil se estenderá por pelo menos cinco anos

O ciclo de crescimento da construção civil brasileira deve se estender por pelo menos mais cinco anos. As obras de infraestrutura, puxadas pelo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), o setor de habitação, a Copa do Mundo e as Olimpíadas no Brasil devem garantir um crescimento contínuo da cadeia do setor, que movimentou R$ 137,3 bilhões no ano passado. E, depois de registrar um avanço próximo de 10% em 2010, o Produto Interno Bruto (PIB) da construção crescerá 9% em 2011.

Na avaliação do presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil de Teresina (Sinduscon), Andrade Júnior, a construção civil vai crescer o dobro da expansão prevista por analistas para a economia brasileira, de 4,5%, em média. “O setor vive um momento excepcional. Se os problemas na economia mundial não afetarem o Brasil e o governo mantiver firmes os compromissos de controle da inflação, o atual ciclo positivo pode se prolongar até 2020”, afirma.

O forte crescimento do setor de construção civil continua puxando o desempenho dos empréstimos na habitação. O estoque total de linhas para a construção e a aquisição de imóveis atingiu o patamar recorde de R$ 166 bilhões, em agosto. O aumento no mês foi de 4,3%, um dos maiores registrados no sistema financeiro. Em doze meses, o saldo apresenta expansão de 45,9%.

Do total, a maior parcela, R$ 120,656 bilhões, vem das operações de financiamento para as pessoas físicas, incluindo recursos livres dos bancos e linhas direcionadas da poupança e do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), tanto para imóveis novos quanto usados. O avanço em doze meses é de 51,1%.

O restante, R$ 45,407 bilhões, são empréstimos para a cadeia do setor imobiliário, com crescimento de 33,9% nos últimos doze meses. Os recursos destinados para a incorporação e construção somam R$ 35,334 bilhões. Outros R$ 3,429 bilhões são destinados a outras obras, como terraplenagem. Por fim, R$ 6,643 bilhões financiam as imobiliárias.

No Piauí, a venda de imóveis vem sendo sentida significativamente pelas empresas. Segundo o presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil de Teresina, o empresário Andrade Júnior, este crescimento vem se dando tanto pela qualidade nos imóveis construídos, como também, e principalmente, pelas facilidades que o Governo Federal vem dando para o pagamento de imóveis. “A injeção abundante de crédito no setor imobiliário com taxas palpitantes, a exemplo do que vem fazendo a Caixa Econômica Federal, vem estimulando e permitindo que mais brasileiros adquirissem sua casa própria. Este fenômeno está ocorrendo em todas as classes sociais.”, revela Andrade Júnior.

Este forte crescimento no setor vem alavancando outro forte fator de crescimento: a contratação de mais mão de obra. Um levantamento do Ministério do Trabalho e Emprego aponta que, de janeiro a junho deste ano, houve um incremento de mais de 50% de postos de trabalho na construção civil no Piauí. Em 2009, eram cerca 1.700 trabalhadores empregados no setor. No mesmo período de 2010, esse número subiu para mais de 6.500 pessoas. A maior parte deste crescimento se deve a inovação tecnológica que é uma realidade em algumas empresas do setor de construção civil de Teresina.

“O potencial do segmento é enorme, mas ainda há grande carência de mão-de-obra. Precisamos formar novos profissionais e qualificar os que já atuam em algum ramo da construção civil. Além disso, o mercado exige profissionais alfabetizados, que é uma deficiência nesse setor. Temos uma ação de educação no canteiro de obra e a nossa expectativa é que daqui a cinco anos, a realidade seja outra”, conclui o presidente do Sinduscon, Andrade Júnior.

CUSTOS

As construtoras também terão de buscar novas tecnologias que permitam imprimir mais produtividade e velocidade às obras. Além disso, o mercado aquecido exigirá mais planejamento por parte das empresas. “Hoje não há capacidade ociosa nos fornecedores de material de construção, que vêm investindo para dar conta da demanda. Não está faltando, mas também não está sobrando produto, o que requer programação”, acrescenta Andrade Júnior.

A crescente pressão de custos de terrenos e de mão de obra, que já impactam nos preços dos imóveis, permanecem como desafios para os próximos anos. Andrade Júnior considera que o setor de habitação popular deve continuar forte, graças à segunda etapa do programa Minha Casa, Minha Vida.

Com metas mais ambiciosas – de construir mais 2 milhões de moradias, o dobro da primeira fase – o Minha Casa, Minha Vida 2 terá, segundo o presidente do Sinduscon Teresina, que sofrer alguns ajustes, como a correção de valores dos empreendimentos. “Mas o programa foi um marco, sem dúvida nenhuma. O governo entendeu que uma parte significativa da população jamais conseguiria comprar um imóvel sem subsídio.”

O Sinduscon Teresina representa hoje 52 empresas associadas. O setor gerou 21,8 mil empregos no estado entre janeiro e outubro, 101%, mais do que no mesmo período do ano passado.

Fonte: http://www.45graus.com.br

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