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Investimento imobiliário no Setor Noroeste, Brasília

“Menina dos olhos” do setor imobiliário de Brasília, o Setor Noroeste é a grande promessa para “consertar” o que deu errado no planejamento da cidade. Pelo menos é essa a visão que especialistas e autoridades da capital federal tentam passar sobre a última área prevista para ser construída no Plano Piloto de Brasília. As primeiras unidades do novo bairro devem ser entregues até 2009. São 170 hectares ao lado do Parque Nacional (Água Mineral) na Asa Norte, destinados a solucionar o déficit habitacional da classe média e alta do DF (o M2 no local deve começar em R$ 6.000!). O setor será projetado conforme as normas internacionais de responsabilidade sócio-ambiental.

Setor Noroeste em Brasília, Distrito Federal

Na opinião da arquiteta e urbanista Cátia Marshall, moradora da quadra 708 Sul, o setor dará uma chance aos moradores da capital de viver ainda melhor. “Não podemos reclamar muito de Brasília. Os problemas que temos aqui, em questão de infra-estrutura da cidade, são ínfimos se comparados a outras capitais brasileiras. O que o Noroeste aparenta é que pode ser ainda melhor”, avalia.

Mas nem tudo são flores.

Enquanto os principais atores do setor imobiliário local comemoram o projeto, em especial o vice-governador, Paulo Octávio, dono de imobiliária (Paulo Octávio Imobiliária) e construtora (Principal Construções), outros segmentos da sociedade criticam o Plano Diretor que autoriza a implantação do Setor Noroeste, alegando que o projeto é motivado essencialmente pela especulação imobiliária.

Há um consenso entre a comunidade de que a necessidade habitacional do DF concentra-se nas classes menos favorecidas e não nas classes A e B que seriam atendidas com o Noroeste. Há, também, muita discussão quanto ao respeito à área de preservação ambiental no local onde está situada a bacia de drenagem do lago Paranoá e a zona de amortecimento do Parque Nacional. Além dessas, foi levantado o problema das comunidades indígenas que habitam a região e que, segundo carta do presidente da FUNAI às autoridades do GDF, estão sob jurisdição federal.

Segundo o deputado distrital Batista das Cooperativas, “não entendemos por que o Setor Noroeste é exclusivo para moradias de alto custo. Queremos que a população de baixa renda também seja incluída nesse projeto”, disse o parlamentar condenando o planejamento apenas para áreas destinadas às classes médias e altas. Quanto ao Catetinho, o deputado concorda com o substitutivo que está tramitando na Câmara: “esperamos que o Setor Catetinho seja implantado, dentro do que está planejado pelo PDOT. Apenas assim garantiremos que as questões ambientais sejam respeitadas. Se o PDOT não contemplar o Setor Catetinho, certamente, teremos daqui a dez anos muitos barracos naquele local. E, desta forma, o meio ambiente não será respeitado”.

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