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Mercado de carbono é melhor que fundos públicos, diz comissão da área

A comissão criada nesta quarta-feira (7) para elaborar as normas técnicas a fim de regulamentar o mercado voluntário de carbono do Brasil se reuniu pela primeira vez na sede da Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp).

Na avaliação do coordenador da comissão, Marco Antonio Fujihara, o mecanismo de financiamento privado, por meio de compra e venda de créditos, tem boa chance de ser a maneira mais eficaz de financiar o desenvolvimento de tecnologias que emitam menos gases causadores de efeito estufa.

Para Fujihara, esse modelo seria mais importante do que os fundos públicos de adaptação climática.

“Os países emergentes já têm um mercado que regula esses processos e melhor relação custo-benefício, o [modelo] mais barato possível é por meio do mercado, e não pelos fundos públicos”, disse ele.

Regulação

Fujihara prevê que a regulação mais transparente poderá impulsionar o mercado de carbono no Brasil. “Os investidores se sentem mais propelidos a trabalhar em ambientes regulados”, afirmou.

Segundo o coordenador, a “mecânica da transação” com crédito de carbono é um dos principais assuntos em discussão pelos integrantes da comissão.

Ele disse que o objetivo é estabelecer metodologias para certificar os créditos, que deverão deixar o mercado mais transparente.

Estavam presentes nessa primeira reunião representantes da Associação Brasileira de Normas Técnicas, do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior e especialistas do setor.

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