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Novos Parâmetros & Outras Notas

VALORIZANDO
Com base naquilo que o mercado melhor acatou em 2013, deu para perceber que imóvel localizado perto de praças ou parques, com fácil acesso a boas vias de trânsito e com projeto arquitetônico diferenciado, acabou se valorizando mais e tendo maior liquidez que os demais. Das menores às maiores cidades, o comportamento do comprador foi muito semelhante.

DESVALORIZANDO
Na outra ponta, no ano que passou, o mercado mostrou certa má vontade com imóveis localizados em zonas não tão seguras, muito movimentadas, agitadas à noite ou com ruas passíveis de engarrafamento. Nesses casos, a tendência foi a desvalorização e a dificuldade na venda do imóvel – tanto do novo quanto do usado. Um quadro que deve se repetir em 2014.

PRESERVANDO
Numa época em que a oferta de imóveis novos é expressiva e as facilidades de financiar são muitas, os proprietários de imóveis usados à venda não podem se descuidar da sua conservação. Fazer uma pintura nova, com cores claras e neutras, e manter o imóvel limpo e bem cuidado, são medidas essenciais para se evitar a depreciação e acelerar um negócio.

NOVOS PARÂMETROS
Como hoje em dia locomoção já não é mais problema para ninguém – quase todos os imóveis têm ao menos um carro na garagem -, açougue, farmácia, mercado etc. já não precisam ficar tão perto das casas quanto antigamente. Nas capitais, até a proximidade com shoppings já não é tão bem vista como no passado, especialmente por causa do grande trânsito que atraem.

COM VARANDA
Dado interessante: ao menos na cidade de São Paulo, praticamente todos os apartamentos lançados nos últimos cinco anos, com área privativa superior a 65 m², tinham varanda – um item, hoje, quase que obrigatório. Esse ambiente, além de dar certa “sensação de liberdade” para alguns, ou de “retorno à casa” para outros, também pode simular a experiência de um quintal.

MÚTUO FGTS
Segundo estimativas da Caixa Econômica Federal, com o aumento do limite para a aquisição de imóvel com recursos do FGTS, 5,4% dos contratos de empréstimo imobiliário passaram a se enquadrar no novo teto. Vale lembrar que esses empréstimos são realizados pelo Sistema Financeiro da Habitação, cujos juros máximos devem respeitar o limite de 12% ao ano.

AINDA EM FALTA
Apesar de volta e meia alguém falar em “bolha imobiliária”, pelo que se viu em 2013 ela deverá passar longe de 2014. E isso porque, se é real que em algumas regiões do País os lançamentos ficaram concentrados em unidades de alto padrão, que enfrentam alguma dificuldade de escoamento, também é verdade que 85% do mercado é formado por compradores com renda familiar mensal de até 10 salários mínimos, longe de serem completamente atendidos.

EXPECTATIVAS 2014 – I
No final de 2013, o Núcleo de Real Estate da Escola Politécnica (NRE-Poli) da USP reuniu-se com empresários e executivos do ramo imobiliário para debater as expectativas para 2014. O Grupo concluiu que os preços dos terrenos devem continuar impactando o custo dos empreendimentos, mas que em algumas cidades, como Brasília, Manaus, Salvador e Vitória, os preços devem cair.

EXPECTATIVAS 2014 – II
De acordo com o NRE-Poli, em 2014 o perfil dos imóveis não deverá mudar, a velocidade das vendas acompanhará o desempenho do ano passado, com viés para baixo, e o crédito imobiliário deverá se manter no mesmo patamar de 2013. Ainda conforme o Grupo, a busca por imóveis residenciais manterá padrão equivalente ao crescimento populacional brasileiro.

Fonte: CARLOS ALCEU MACHADO (www.cam.adv.br)

Sobre Carlos Alceu Machado

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