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OFERTA DE IMÓVEIS NÃO ACOMPANHA MUDANÇA DE HÁBITOS DOS BRASILEIROS

Durante sua vida, o brasileiro muda de residência, em média, sete vezes, por razões como trabalho, estudo, casamento e nascimento dos filhos. Entretanto, ao mudar de casa, observa-se que ele não encontra no mercado imobiliário opções de imóveis adequadas às necessidades dos diferentes estágios de sua vida. Pelo menos é isso o que aponta pesquisa realizada pela mestre em gestão da qualidade e produtividade, doutora em engenharia civil e professora da Universidade Federal de Goiás (UFG) Maria Carolina Gomes de Oliveira Brandstetter.

Na pesquisa, foi analisado o histórico de moradia de mais de 80 famílias de classe média e um dos resultados encontrados foi que, ao buscar um imóvel para morar, as pessoas mais jovens e com menor poder aquisitivo privilegiam a localização, a faixa de preço e a área do empreendimento. Já para as pessoas mais velhas e com maior renda, o mais importante é que o imóvel seja novo e tenha um padrão elevado, mesmo que esteja fora da faixa de localização que gostariam.

O trabalho demonstrou que os principais fatores que determinam a escolha das pessoas por um imóvel são a idade do chefe da família e dos filhos, o estágio de vida familiar e o patrimônio financeiro, como conta Maria Carolina. “À medida que as pessoas vão envelhecendo, procuram moradias melhores, mais caras e bem localizadas, mais próximas do trabalho e fora dos bairros mais nobres e saturados. Isso pode ser uma das explicações para o fenômeno observado hoje nas principais capitais brasileiras de revalorização do Centro.”

Em muitos pontos, o cenário retratado pela pesquisa assemelha-se à realidade mineira. O presidente da Câmara do Mercado Imobiliário e do Sindicato das Empresas do Mercado Imobiliário de Minas Gerais (CMI/Secovi), Ariano Cavalcanti de Paula, diz que, ao buscar um imóvel, todas as pessoas procuram primeiro locais de fácil acesso. “E esperam que tenham boa infraestrutura, pois estão em busca de facilidade.”

Ele acrescenta que há uma tendência de, ao se estabilizar, a pessoa dar mais importância para imóveis que lhe proporcionem um conjunto de conveniências que tornam mais prático o dia a dia. “Seja por estar localizado próximo ao trabalho, seja por estar perto de um local em que desenvolve outras atividades, no caso dos aposentados. Esse fator resgata a importância da região Centro-Sul como espaço mais valorizado em BH, pois é lá que muitas dessas facilidades se concentram.”

Diretor-tesoureiro do Conselho Regional de Corretores de Imóveis de Minas Gerais (Creci-MG), Cinézio Geraldo Pereira concorda que, à medida que envelhecem, as pessoas buscam maior comodidade. “No caso de Belo Horizonte, a administração pública, juntamente com importantes entidades de classe, têm se preocupado em atingir um grau de revitalização na área central, incluindo o item segurança como principal preocupação, o que deverá atrair essas pessoas para a aquisição de imóveis nessa região.”

Fonte: Blog “Notícias do Mercado Imobiliário Brasileiro”

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