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Parques Urbanos e Qualidade de Vida

Parque do Ibirapuera em São Paulo, SPA importância da implantação de espaços destinados ao lazer e da manutenção da qualidade ambiental nas cidades é cada vez maior, pois, em áreas urbanizadas, os problemas ambientais ganham maior amplitude. Dentro deste contexto, faz-se necessária a adoção de medidas que tenham como objetivo a diminuição dos efeitos negativos produzidos pela urbanização acelerada e desordenada. As áreas verdes destinadas ao lazer e contemplação, espaços preservados dentro do perímetro urbano, contribuem para o equilíbrio entre as relações da população com seu meio ambiente.

Não há como pensar em um planeta sustentável sem iniciativas que estimulem o desenvolvimento e conservação de áreas verdes. É preciso por em prática políticas públicas que valorizem a conservação e a preservação da natureza, visando o tão almejado desenvolvimento sustentável. Há algumas décadas, as questões ligadas ao ambiente urbano ainda não se encontravam delineadas com precisão e não incluíam a relação entre crescimento urbano, preservação ambiental e qualidade de vida. As áreas verdes urbanas tinham suas funções voltadas principalmente para a estética e o lazer.

Com o advento da Primeira Revolução Industrial, as grandes fábricas necessitavam de mão-de-obra, que estava concentrada no meio rural. Com a vinda das pessoas para as cidades, ocorreu uma mudança no estilo de vida. Para minimizar as tensões da vida nas cidades, os espaços livres surgiram com o objetivo de amenizar os problemas sociais e ambientais urbanos, que se tornaram extremamente graves. Sentiu-se a necessidade de minimizar o cotidiano massacrante de muito trabalho e pouco lazer.

A cidade industrial moderna, com seu emaranhado de problemas, impôs a necessidade de implantação de áreas verdes, parques e jardins, como elementos urbanísticos, não destinados apenas à ornamentação urbana, mas como uma necessidade higiênica, de recreação e mesmo de defesa e recuperação do meio ambiente em face à degradação de agentes poluidores. As áreas verdes atuariam ainda como elementos de equilíbrio do meio ambiente urbano, de equilíbrio psicológico, de reconstrução da tranqüilidade, de recomposição do temperamento desgastado no cotidiano estressante.

Estudos recentes sobre a importância ambiental urbana dos parques e a sua contribuição para a melhoria da qualidade de vida estão sendo realizados para melhor compreender a gestão destes espaços e proporcionar aos habitantes das cidades condições mais favoráveis ao seu bem-estar. As necessidades de conforto climático, de satisfação estética e de presença da paisagem natural no interior da massa construída, dando, inclusive, suporte à fauna, são atendidas pela arborização das vias públicas e pelos grupos arbóreos presentes nos parques e praças.

No final do século XVIII e início do século XIX, surgiram os primeiros espaços ajardinados para o uso público e os primeiros parques urbanos. Com o crescimento das cidades e a destruição das florestas, o interesse por jardins e parques apareceu como um contraponto à sociedade industrial e passou a fazer parte do cotidiano urbano. Em meados do século XX, são implantados os primeiros grandes parques projetados para o lazer público. Nas décadas de 1960, 1970 e 1980, a sociedade brasileira passou por profundas transformações, que parecem ter colocado os parques urbanos no foco das políticas públicas.

O parque de lazer surge como uma proposta de conservação do ambiente e diminuição dos impactos da utilização do espaço. São locais que, preservados dentro do perímetro urbano, são freqüentados e utilizados por parcela importante da população como áreas de lazer, convívio, contemplação, prática de esportes, entre outros e representam qualidade de vida. O chamado parque público ainda pode funcionar como uma espécie de barreira para impedir a ocupação indevida de áreas sujeitas a desmoronamentos e processos erosivos, e também para evitar que alguns rios e córregos tornem-se depósito de lixo. Os lagos dos parques podem auxiliar na contenção de enchentes e funcionar como reguladores da vazão das águas em períodos de elevados índices pluviométricos.

As cidades brasileiras necessitam cada vez mais de novos parques públicos, em geral de dimensões menores devido à escassez de terrenos e ao alto custo destes nos grandes centros urbanos. As áreas verdes das cidades podem ser pensadas como unidades de conservação urbana, sendo espaços significativos para a qualidade ambiental desde um quintal privado, uma calçada verde, um canteiro central de uma avenida, uma praça, a arborização urbana, bem como as áreas maiores – os nossos parques. Para nós, seres humanos, esses espaços constituem a possibilidade de contemplação e convívio com a natureza.

No município de Tupã, o Parque do Atleta e Parque Linear (Vicinal Tupã-Parnaso) recém inaugurados e o Parque Linear (Av. Estados Unidos) que se encontra em execução constituem espaços destinados à recreação, prática de esportes e atividades físicas, convívio e contemplação. O Parque Ecológico, a ser implantado, tem como objetivo principal a conservação dos recursos naturais e trata-se de um espaço destinado à recreação e contemplação da natureza, constituído por portais, decks de madeira, passarela para transposição do córrego, pista de skate e playground.

O poder público conta com a colaboração da comunidade na gestão e conservação dos parques e praças municipais, de forma a utilizá-los de maneira adequada para sua preservação.

Fonte: Secretaria de Planejamento Urbano de Tupã

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