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QUALIDADE DO SERVIÇO É DIFERENCIAL PARA IMOBILIÁRIAS

A cada ano, o SFH (Sistema Financeiro da Habitação) disponibiliza mais crédito para a aquisição de imóveis por parte da população. E a tendência é que os recordes continuem a ser batidos nos próximos períodos. Junto com o negócio da construção civil, é impulsionado também o de comercialização de imóveis e administração de condomínios. E os ventos são favoráveis para quem pretende montar uma imobiliária ou intensificar a atividade de seu negócio. “O momento é excelente para a atividade, inclusive para quem está iniciando, pois o mercado está extremamente aquecido e é um nicho bom para trabalhar”, assegura Luiz Fernando Gambi, diretor de comercialização e Marketing do Secovi (Sindicato da Habitação).

A alta do crédito imobiliário associada à tendência de aquecimento no segmento de prestação de serviços leva a um cenário ainda mais favorável ao surgimento e atuação desse tipo de empreendimento. Evidentemente, com o aumento na gama de oportunidades para o setor, cresce também a exigência por qualificação. De acordo com Gambi, o próprio mercado – e não elementos de regulação – tem favorecido as empresas mais qualificadas.

Se antes a atividade de corretagem de imóveis era exercida por profissionais sem maiores qualificações, hoje em dia as condições mudaram para quem pretende trabalhar com compra, venda, locação e administração de imóveis. “A parte complicada da coisa é o fato de o mercado estar muito mais profissional hoje em dia, exigindo pessoas muito mais bem preparadas para atender às exigências do setor”, pontua Gambi.

É, portanto, recomendável que o empresário do segmento de imobiliárias fique cada vez mais atento e afinado na missão de atender ao público. Afinal, conforme lembra o diretor do Secovi, o público tem exigido cada vez mais rapidez e transparência nos processos, além de profundo conhecimento do mercado. Segundo ele, não basta mais apenas juntar uma equipe de corretores e colocá-los nas ruas. É imperativo dar treinamento a eles e impor um rígido padrão de qualidade ao negócio. “Corretor tem registro no Creci (Conselho Regional dos Corretores de Imóveis), é habilitado e sabe tratar o cliente com o respeito e a consideração que ele merece. E o mesmo vale para a empresa”, salienta Gambi.

Qualidade no serviço prestado e qualificação são os requisitos básicos para atuar num mercado que se torna mais competitivo conforme aumenta a quantidade de lançamentos imobiliários. “Hoje um condomínio pode ser equiparado a uma micro empresa. Há, inclusive, alguns com 18 torres ou mais, que têm faturamento maior que o de algumas cidades pequenas”, ilustra Fabio Kurbhi, vice-presidente da AABIC (Associação dos Administradores de Bens Imóveis e Condomínios de São Paulo). Nesse contexto, Kurbhi salienta que não há mais espaço para amadorismo e que somente irão se sobressair os empresários que estiverem prontos para atuar em ambiente competitivo.

Aliás, um dos desafios dos empresários é fazer chegar aos consumidores de seus serviços – e, posteriormente, conseguir medir – quando a qualidade dos serviços prestados é satisfatória. “Até porque o mercado está muito competitivo e exigente, o consumidor só tem consciência de que o serviço existe quando ele não é prestado ou não atende às suas expectativas”, afirma Kurbhi.

O próprio Secovi oferece cursos para qualificação dos empresários e profissionais que atuam nessa área. Os cursos da Universidade Secovi oferecem certificação aos profissionais. Já os vinculados ao PQE (Programa Qualidade Essencial) visam a certificação das empresas.

SERVIÇOS DIFERENCIADOS

Gambi enumera as possibilidades de atuação de uma imobiliária. Segundo ele, é possível a um empresário desse segmento atuar com apenas uma modalidade ou até com todas, a depender de seu posicionamento estratégico. Sobre essa questão, ele afirma que a decisão depende da intuição e da vontade do empreendedor.

As possibilidades são: venda de imóveis novos e usados; administração de locação, quando a imobiliária atua como intermediária entre o proprietário e o locatário; administração de condomínio, em que a empresa é responsável pela manutenção do local e prestação dos serviços de limpeza e segurança, por exemplo. “Essas são as variáveis principais de mercado. Há, ainda, as empresas que vendem loteamento ou as que se especializaram em flats, por exemplo. Mas a escolha dos serviços a oferecer é decorrente de postura empresarial”, explica o diretor do Secovi.

Um nicho que tem se tornado atraente é o de administração de condomínios, incluindo a manutenção predial. Isso porque, com a grande quantidade de lançamentos, os imóveis mais antigos precisam resguardar seu valor. “Até em virtude do desgaste causado pela ação do tempo, é interessante manter a propriedade no maior nível de valorização possível”, afirma Kurbhi. Para atuar com essa especialidade, a imobiliária não precisa ser, necessariamente, também a executora dos serviços. “É possível prestar consultoria e orientação para a manutenção preventiva ou corretiva dos imóveis”, explica ele.

Oferecer aos clientes serviço de assessoria jurídica também é fundamental para as imobiliárias. Para tanto, a empresa pode contar com equipe própria de advogados ou firmar parceria com escritórios de advocacia. A função dos advogados é assegurar que toda a documentação relativa aos imóveis está em dia, além de redigir contratos adequados a cada tipo de atividade. “É importante estar preparado para as falcatruas que existem nesse mercado, como a falsificação de documentos”, alerta Gambi.

PLANO DE MARKETING

Atualmente, é impossível conceber uma empresa que atue nesse segmento que não esteja presente na internet. O caminho mais óbvio nesse sentido é o do anúncio de imóveis. Essa mídia facilita, inclusive, a prestação de contas aos clientes sobre quantidade de acessos e contatos de interesados.

No entanto, essa questão extrapola a simples divulgação de imóveis. Administradoras de condomínios têm a possibilidade – sempre pensando na oferta de serviços com qualidade agregada – de manter uma página virtual em que os condôminos tenham acesso a serviços como segunda via de boleto ou relatórios gerenciais, por exemplo. “A internet é um ponto de desenvolvimento do mercado imobiliário, com a agilidade da informação que proporciona”, observa Kurbhi.

Gambi, por sua vez, defende a importância de o empresário batalhar pela exclusividade na comercialização dos produtos. Segundo exemplifica, somente a partir desse modelo é que é possível pensar na estratégia de divulgação. No entanto, uma vez garantida a exclusividade, o empresário tem a opção de compartilhar o estoque, opção especialmente interessante para novas empresas, que ainda não tem uma carteira de imóveis para trabalhar. “Ao trabalhar com o estoque de uma imobiliária presente há mais tempo no mercado, o iniciante consegue oferecer mais produtos logo no início da empreitada e, assim, captar clientes”, diz Gambi.

Fonte: http://www.santanderempreendedor.com.br/noticias

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