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Refinanciamento: qualquer semelhança não é mera coincidência

Os bancos por trás da miséria no planetaA notícia abaixo foi extraída do jornal O Estado de São Paulo: a concentração de renda cria situações inusitadas. Uma delas é o capitalista, em especial o banqueiro, não ter aonde colocar o seu capital. Criam-se mecanismos como o financiamento imobiliário, onde você paga 3-4 apartamentos e leva 1 – se não morrer antes, e agora o refinanciamento do seu financiamento. Não vai demorar para criarem o refinanciamento do refinanciamento do seu financiamento (essa espiral não tem fim).. tanto faz, o importante é que você passe a vida inteira pagando juros para os bancos. Porém, o que chama a atenção é um processo muito semelhante com o que aconteceu no EUA e que originou a crise de 2008. Por falta de alternativas, deve ter muito capitalista pensando em “investir” aqui no Brasil. Confira:

O financiamento de imóveis com recursos da poupança terá crescido, no fim deste ano, cerca de 30 vezes ante 2004. Em valores, é um salto de R$ 3 bilhões para R$ 85 bilhões. Esses números sintetizam o vigor do mercado de crédito imobiliário no Brasil. A tendência, segundo especialistas, é de leve desaceleração daqui para a frente. Nesse cenário, os bancos já começam a mirar outros produtos no segmento.

Um dos “escolhidos” é o chamado refinanciamento imobiliário. O negócio ainda engatinha por aqui, mas profissionais do setor estão certos de que vai deslanchar nos próximos anos.

“É uma tremenda oportunidade”, afirmou o diretor de crédito imobiliário do HSBC, Antonio Barbosa. “O brasileiro ainda resiste a refinanciar a própria casa, mas tem percebido, cada vez mais, que pode ser uma opção interessante”, completa Fabio Nogueira, diretor e sócio fundador da Brazilian Finance Real Estate (BFRE), espécie de banco que só atua na área imobiliária.

Esse produto foi regulamentado pelo Banco Central (BC) no fim de 2006 e, a partir de 2007, várias instituições financeiras passaram a oferecê-lo. Cada uma tem as próprias condições, mas, em geral, o cliente pode refinanciar parte da casa em que mora (até 50%, na média) por prazos de até 30 anos e taxas de juros inferiores às do crédito pessoal (mas, em compensação, maiores que o financiamento imobiliário tradicional).

O Bradesco, por exemplo, oferece o crédito pessoal com garantia de imóvel. O prazo máximo para pagamento é de 10 anos e o crédito máximo é de 70% do valor de avaliação do imóvel. A taxa de juros média, hoje, é de 1,52% ao mês (cerca de 19% ao ano).

É um custo maior que o do financiamento imobiliário tradicional, que hoje varia, em média, entre 9,5% e 11,5% ao ano, mais TR. No entanto, é inferior ao do crédito pessoal “normal”, hoje, em média, a 49% ao ano, segundo dados do Banco Central.

O diretor de crédito imobiliário do Bradesco, Cláudio Borges, explica que a diferença decorre do chamado funding para os empréstimos, ou seja, o bolo de onde vem o dinheiro. No caso do crédito tradicional, o funding principal é a poupança.

Por lei, a caderneta remunera com 6,17% ao ano mais TR (algo como 7% a 7,5% ao ano no total). O banco fica com a diferença entre essa taxa e a que cobra do cliente no crédito.

No caso do refinanciamento, o funding é o do dia a dia do mercado financeiro, ou seja, a taxa Selic. Como se sabe, o juro básico no Brasil é o mais alto do mundo, hoje de 12,5% ao ano. Portanto, a taxa deve incluir esse custo (captação), o risco de cada cliente e, claro, o lucro da instituição financeira.

No Bradesco, a carteira de crédito pessoal com garantia em imóvel somava R$ 2,3 bilhões no fim de junho. É um valor baixo se comparado à carteira de crédito imobiliário. Neste ano, o segundo maior banco privado do País prevê desembolsar R$ 14 bilhões só em novos empréstimos.

No Santander, essa carteira é menor ainda – R$ 90 milhões no fim de junho. No ano passado, porém, a expansão foi de 173% sobre 2009. “Esse é um produto que vai começar a ser importante”, aposta o diretor executivo de negócios imobiliários do Santander, José Roberto Machado. Um dos usos possíveis, segundo ele, é para clientes que queiram reorganizar as finanças. A vantagem, lembra, é a taxa de juros mais baixa que a de outras modalidades de crédito pessoal.

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  • A ilustração acima é cômica porém trágica, existem banqueiros no mundo que enxergam o Brasil como um paraíso aonde tudo é permitido, eles dominam o idioma que todo ser vivente fala e entende fluentemente, o idioma ''cifrones scusos'' que normalmente em um pais como o Brasil faz todo mundo entender tudo de forma rápida e fluente …

  • theo renato

    Nosso maior problema será esta bolha estourar. Aí estaremos pior que nos EUA em 2008, pois o brasileiro gasta sempre mais do que ganha, sem falar nos juros de agiota cobrados pelos bancos.

  • Arnaldo

    É um filão incipiente do mercado imobiliário, que creio estará sendo focado pelas empresas de investimento devido ao seu retorno e garantia.