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Retomamos o ritmo no 2º Semestre/2009?

Bons VentosComeçam a surgir boas notícias para o setor imobiliário brasileiro, atingido fortemente pela crise financeira mundial. Os bons ventos vêm da constatação de que o país foi um dos últimos a sofrer os efeitos da crise mundial e provavelmente será um dos primeiros a sair dela.

Por um lado, um estudo do Instituto de pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) “Crise Internacional: reação na América Latina e canais de transmissão no Brasil”, divulgado em 18/02/09, estima que a economia brasileira não vai entrar em recessão em 2009. 

O diretor de Estudos Setoriais do Ipea, Marcio Wohlers, estima que a economia doméstica deve cair no último trimestre de 2008 na comparação com o trimestre anterior. Porém, tal cenário não deve se repetir no primeiro trimestre deste ano. Segundo Wohlers, esta tendência foi confirmada em janeiro, período em que alguns indicadores considerados termômetros da economia apresentaram alta em relação a dezembro. Exemplo disso foi o consumo de energia que cresceu 1% e as vendas e produção de veículos que aumentaram 3,16%. A avaliação do Ipea é que o pior da crise da indústria já passou. “É provável que haja retração do PIB no último trimestre de 2008 sobre o terceiro trimestre, porém é cedo para extrapolar o desempenho (negativo) do último trimestre de 2008 para o primeiro deste ano.”

Por outro lado, o Governo Federal está preparando um “pacotaço” para o setor imobiliário: o chamado “pacote da construção civil”, que prevê a construção de um milhão de casas populares até 2010. Para atingir essa meta, Lula repetiu o apelo para que governadores e prefeitos disponibilizem terrenos públicos. “Se tiver prefeito com terreno para fazer as casas mais baratas, pode ficar certo que terá prioridade”, disse Lula .

O anúncio oficial do pacote ainda depende de ajustes para beneficiar famílias de baixa renda. Segundo avaliação do próprio presidente, faltam medidas destinadas às famílias com renda até dois salários mínimos, responsáveis por 60% do déficit habitacional, ou seja, 4,7 milhões de moradias que faltam no país. Conforme reportagem publicada nesta sexta-feira no jornal O GLOBO, Lula teria ficado insatisfeito com as propostas apresentadas até agora, que contemplam apenas a faixa de dois a dez salários mínimos.

Considerando esse alvo, o pacote é voltado essencialmente para geração de empregos, estímulo ao setor da construção civil e aumento do crédito, mas atinge o setor imobiliário como um todo por estimular a economia. Além disso, existem ações pontuais muito interessantes: o governo estuda também medidas para baratear o processo de compra e venda de imóveis e discute com prefeitos e governadores a redução do Imposto sobre Transmissão de Bens Imóveis (ITBI) – que consome atualmente 2%, em média, do valor da compra – e das despesas em cartórios. Juntos, os dois itens representam 5% da operação de venda do imóvel. Também está na mesa a possibilidade de os municípios cortarem a alíquota do Imposto sobre Serviços (ISS) para projetos de casa popular, a exemplo do pedido para que os estados reduzam o ICMS para materiais de construção.

São boas medidas. Em conjunto com várias outras iniciativas do governo nas esferas federal, estadual e municipal, ajudarão o Brasil atravessar mais rapidamente esse período de turbulência econômica, talvez retomando os trilhos traçados em 2007 e 2008 ainda neste primeiro semestre de 2009. É esperar, torcer e contribuir para que tudo dê certo.

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