ago 182011
 
Urbanização brasileira mostra intolerância à pobreza

O ininterrupto crescimento da cidade de São Paulo, tanto econômico quanto físico, produz uma perversa desigualdade social. João Ferreira, arquiteto e economista, defende que transformar e tornar esse espaço mais igualitário passa por uma mudança de conduta individual, pressupondo um combate as atitudes que, mesmo de forma velada, reproduzem uma cultura da intolerância aos pobres. Para Ferreira, aquilo o que hoje é celebrado como modernidade é a causa do padrão urbano excludente. Padrão que não se restringe à cidade de São Paulo, que é apenas o caso mais [leia mais...]

ago 172011
 
Clima mudou no macroeixo Rio-São Paulo

São José dos Campos – Considerado o maior aglomerado urbano existente na faixa subtropical do planeta, o macroeixo Rio-São Paulo mostra que fatores externos estão afetando drasticamente seu clima. Os verões apresentam tempestades mais violentas, com grande volume pluviométrico, e as temperaturas oscilam em largas faixas nos termômetros. Para os cientistas do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), as cidades do interior situadas dentro do macroeixo são despreparadas para enfrentar esses problemas oriundos das mudanças climáticas pontuais. São José dos Campos e Campinas, além de Taubaté, e Jacareí, [leia mais...]

fev 022011
 
Parques Urbanos e Qualidade de Vida

A importância da implantação de espaços destinados ao lazer e da manutenção da qualidade ambiental nas cidades é cada vez maior, pois, em áreas urbanizadas, os problemas ambientais ganham maior amplitude. Dentro deste contexto, faz-se necessária a adoção de medidas que tenham como objetivo a diminuição dos efeitos negativos produzidos pela urbanização acelerada e desordenada. As áreas verdes destinadas ao lazer e contemplação, espaços preservados dentro do perímetro urbano, contribuem para o equilíbrio entre as relações da população com seu meio ambiente. Não há como pensar em um [leia mais...]

jan 142011
 
Ermínia Maricato: Os prisioneiros da especulação imobiliária

Num evento recente do qual participei estava lá a arquiteta Ermínia Maricato. Ela pediu a palavra para dizer que, infelizmente, os movimentos sociais haviam se desarticulado na luta pela “reforma urbana”. Disse que o programa Minha Casa, Minha Vida, do governo federal, tratava do subsidiário sem atacar o principal. Que, na verdade, o programa tinha sido responsável por inflacionar o estoque de terras, beneficiando a especulação imobiliária. As tragédias do Rio de Janeiro e de São Paulo, além da inépcia generalizada — bombeiros sem equipamento para iluminação noturna, [leia mais...]

abr 192010
 
Micro e macro razões da tragédia no Rio de Janeiro

Rio de Janeiro, 12/04/2010 – Os habitantes da favela de Gurarapes, no Rio de Janeiro, não sabem que o temporal que os fez fugir de suas casas tem uma origem global: o aquecimento do planeta. Mas em seu pequeno mundo deste bairro pobre e de casas precárias em um dos morros da cidade, identificam claramente a origem local da tragédia: o desvio artificial de um manancial que progressivamente causou a erosão da encosta onde viviam. Desde seu meio acadêmico, o oceanógrafo David Zee tem claras as duas razões. [leia mais...]

ago 272009
 
Salvador: a responsabilidade é de todos

O 460º aniversário de Salvador passou quase despercebido. Realmente não há muito a comemorar. Em 60 anos de “laisse-faire”, a cidade acumulou índices assustadores de compactação demográfica e veicular, concentração de pobreza, insegurança e destruição do meio ambiente, que apontam para seu colapso em curto prazo. A cidade possui hoje (IBGE/2008) 9.000 habitantes por Km2, a maior densidade populacional do Brasil. Para piorar, a urbe se transformou, por falta de política metropolitana, em dormitório e provedor de necessidades de 3,76 milhões de moradores da Grande Salvador. Camaçari, Lauro [leia mais...]

ago 042008
 
Conseqüências sócio-ambientais da especulação imobiliária

A primeira lei brasileira referente à questão fundiária foi a Lei de Terras de 1850, que estabelecia o direito absoluto do proprietário sobre a propriedade. Ou seja, o dono da terra era seu “rei”, podia fazer o que quisesse com seus domínios, inclusive defendê-la com o uso da força. Mas é sempre bom lembrar que esta lei não vale mais. Apesar dos vestígios de coronelismo que ainda se encontram por aí, a Constituição Brasileira de 1988 atribui um papel social à propriedade privada, o que quer dizer que [leia mais...]

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